quinta-feira, 23 de julho de 2015
Fuzuê! Pelos ouvidos e visão de Dum De Lucca em sua Jukebox.
Fuzuê! Pelos ouvidos e visão de Dum De Lucca em sua Jukebox.
A gente sempre fica muito feliz quando escrevem sobre o nosso trabalho espontaneamente.
Pedimos que não encarem como arrogância se não enviamos mais material à imprensa mas gostamos das coisas assim, espontâneas e de verdade.
Nossa função é fazer música e divulgá-la aos ouvidos que querem nos ouvir . Descobrir e escolher de quem falar é a função da imprensa e nosso trabalho hoje está disponível on line e para download em várias plataformas.
Somos MUITO gratos a todos que descobrem nosso som e escrevem suas impressões, quaisquer que sejam.
E somos ainda mais gratos aos ouvintes que seguem nosso trabalho e que se sentem tocados por ele de alguma forma.
É para desopilar o nosso figado e para vocês que ele é feito, sempre.
Agora vamos às impressões do Dum De Lucca ....
http://www.dumjukebox.com.br/?p=2530
domingo, 19 de julho de 2015
Desafio da Revista Guitar Player BR em homenagem à 'Semana do Rock'.
Fui convocado pelo grande guitar e querido brother Kim Kehl a participar do desafio da Revista Guitar Player BR em homenagem à 'Semana do Rock'.
Aí vai minha versão e a convocação aos brothers Flavio Gutok e Marceleza Bottleneck Bottleneck , se já não os convocaram.
Legal demais ver as versões de todos que estão pipocando por aí.
Deus alivia e o Rock Salva ! ops...ou era o contrário ?
abs
#rockérock #GuitarPlayerBrasil #diadorock
Desafio Guitar Player
Fui convocado pelo grande guitar e querido brother Kim Kehl a participar do desafio da Revista Guitar Player BR em homenagem à 'Semana do Rock'. Aí vai minha versão e a convocação aos brothers Flavio Gutok e Marceleza Bottleneck Bottleneck , se já não os convocaram.Legal demais ver as versões de todos que estão pipocando por aí.Deus alivia e o Rock Salva ! ops...ou era o contrário ?abs #rockérock #GuitarPlayerBrasil #diadorock
Posted by Xando Zupo on Sexta, 17 de julho de 2015
terça-feira, 14 de julho de 2015
Fuzuê! O terceiro album e o fim dessa formação do Pedra.
Fuzuê! O terceiro album e o fim dessa formação do Pedra.
Aqui, após uma longa estrada está montado o Fuzuê!, nesse you tube.
6 anos se passaram desde o inicio das gravações em 2009, os lançamentos de singles e clips em 2010, o break da banda em 2011, o retorno em 2012, as novas gravações, os singles de 2014 e agora o album montado na sequência do que pode contar uma história se ouvido com atenção.
Uma coletânea de singles ou um registro desses ultimos anos.
Sem cd, sem contrato de streaming, sem massa, só o recheio. Música, é o que interessa para o momento. É o que sempre interessa.
Todas as faixas pré lançadas foram remasterizadas, algumas músicas já haviam sido tocadas nos últimos shows mas não tinham ainda sua versão em estúdio e outras tantas ficaram pelo caminho, semi prontas e prontas, mas para a longa jornada que se tornou esse album onde tanto o mundo
mudou quanto a visão da banda e de banda, elas já não diziam mais.
Durante 10 anos eu, Rodrigo Hid, Luiz Domingues e Ivan Scartezini demos o melhor de nós construindo esse repertório que para sempre estará na cabeça e coração nossos e de vocês que de alguma forma se identificaram com o que dissemos e tocamos.
Nossos caminhos, agendas e direcionamento artístico hoje não refletem mais a unidade de outros tempos e isso resultou muito na demora em finalizar esse álbum.
Quanto ao futuro, no que estiver ao meu alcance e de Ivan Scartezini, esse capitulo chega ao fim mas o livro ainda não terminou de ser escrito.
Pedra foi idealizado em 2003 após o Zupo & Z Sides, banda é sempre melhor que solo, nasceu em 2005 junto à construção do Overdrive Studio e após as cabeçadas em outras breves pré formações buscando encontrar parceiros para essa jornada.
Um novo Pedra poderá ressurgir se encontrarmos outras pessoas talentosas, com força e amor o bastante para continuar fazendo música.
Gostaríamos de agradecer especialmente a todos vocês, amigos e fãs do som, por esses dez anos de apoio e desejar toda a sorte e felicidades à Rodrigo Hid e Luiz Domingues.
Foi um prazer trabalharmos juntos. Orgulho e alegria serão as emoções mais fortes quando pensarmos em tudo o que aconteceu, afinal, muitas vezes, uma banda não sobrevive nem por um ano, chegamos a dez.
Apertem o play em alto e bom volume para ouvir o Fuzuê!
Ele conta uma história se ouvido com atenção.
Voltaremos a nos falar no futuro se a vida assim quiser e permitir.
Um grande abraço
Xando Zupo / Ivan Scartezini (Pedra)
Fuzuê!
Produzido por Xando Zupo
Gravado/mixado por Xando Zupo no Overdrive Studio
Exceto "Abstrato Concreto" e os metais e vozes de "Luz da nova canção" - Mixados na estrada (em tour mesmo) por Renato Carneiro
Masterizado por Renato Carneiro no Overdrive Studio
Agradecimentos especiais a Kôlla Galdez pela assistência no estúdio nos "braçais" das últimas etapas de mixagem.
Capa produzida por Diogo Oliveira
Participações especiais:
Renata "Tata" Martinelli e Marcelo Mancha - Backing Vocais em "Furos nos Sapatos"
André Knobl e Paulo Roberto Pizzulin - Metais em "Os teus olhos" e "Luz da nova canção"
Fuzuê intro - (Hid/Zupo/Domingues/Scartezini)
Furos nos sapatos - (Zupo/Mancha)
Queimada das Larvas - (Hid/Zupo)
Só - (Zupo/Hid)
Amém Metropolis - (Hid/Zupo)
Mira - (Zupo)
Os Teus Olhos - (Hid)
Pra não voltar - (Zupo)
A luz da nova canção - (Hid/Mercês)
Segunda Feira - (Zupo)
Abstrato Concreto - (Domingues/Hid/Hid)
Cuide-se bem - (Guilherme Arantes)
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Faixa a Faixa nº 7 - Longe do Chão
Faixa a faixa são posts onde falo um pouco das músicas que fiz na estrada. As mais queridas, as mais difíceis, as mais inspiradas...enfim as minhas mais mais, para quem quer saber um pouco mais e passa por aqui. Vou escrevendo conforme bater vontade...
Ao lado direito do site, nos "Marcadores" Faixa a Faixa, aparecem todos os postados. Só clicar e ver.
Longe do Chão - (Zupo)
Gravada originalmente no álbum Pedra II (2008)
Para mim uma mistura de Rainbow e Beto Guedes mas feita em uma época em que eu ouvia The Band o dia inteiro e acho que The night they drove old dixie down me deu a faísca mesmo que não tenha nada a ver.
"Mais um minuto e ela se joga de vez, como um segundo final.
Um outro lado, um novo dia.
Qualquer nova companhia pra ficar longe do chão."
A busca, sempre tem uma busca por um segundo final, um final diferente ou um reinício e todo mundo se joga nela, na busca.
Deveria ser "fantasia".
"Qualquer nova fantasia pra ficar longe do chão", mas essa fuga e busca de uma outra metade era um flash de alguém que conheci e assim seguiu, nessa busca de uma "metade".
Poderia ser "fantasia". Porque quem quer ficar sempre tão perto do chão? Eu nunca quis.
Eu vou lá quando é necessário, mas voar ou navegar é preciso. Viver? Não é tão preciso assim.
"Um pouco mais não é demais. A não ser, solidão.
O que uma boca tem que outra não tem. E morrem sem se encontrar."
Todo mundo sabe o que uma boca tem que outra não tem.
"Acreditar em amor sem amar ninguém.
Nas coisas que tocam e não se podem ver, mesmo que a vida caminhe sem saber aonde ir"
Acreditar no que não se vê é melhor do que não acreditar no que se vê.
"Mais um minuto e ela se joga de vez.
Breve luz Ton sur ton.
Voar bem alto sem os olhos abrir pra ficar longe do chão"
A luz ton sur ton, o degradê, o fim do arco-íris..
O reflexo da luz através da água, a vida ou a morte congelada em um momento de paz e beleza.
Poderia ser mas nunca foi relacionado à morte física, mas a do sonho para que outro renasça. O se jogar de vez em algo novo, no desconhecido.
Play para ouvir, se vc chegou até aqui....
Pedra:
Xando Zupo - Guitarra/Vocal
Rodrigo Hid - Guitarra/Vocal
Luiz Domingues - Baixo
Ivan Scartezini - Bateria
Xando Zupo - 2016:
Fernando Janson - Vocal
Ricardo Alpendre - Vocal
Marcião Gonçalves - Baixo
Ivan Scartezini - Bateria
Xando Zupo - Guitarra
Ao lado direito do site, nos "Marcadores" Faixa a Faixa, aparecem todos os postados. Só clicar e ver.
Longe do Chão - (Zupo)
Gravada originalmente no álbum Pedra II (2008)
Para mim uma mistura de Rainbow e Beto Guedes mas feita em uma época em que eu ouvia The Band o dia inteiro e acho que The night they drove old dixie down me deu a faísca mesmo que não tenha nada a ver.
"Mais um minuto e ela se joga de vez, como um segundo final.
Um outro lado, um novo dia.
Qualquer nova companhia pra ficar longe do chão."
A busca, sempre tem uma busca por um segundo final, um final diferente ou um reinício e todo mundo se joga nela, na busca.
Deveria ser "fantasia".
"Qualquer nova fantasia pra ficar longe do chão", mas essa fuga e busca de uma outra metade era um flash de alguém que conheci e assim seguiu, nessa busca de uma "metade".
Poderia ser "fantasia". Porque quem quer ficar sempre tão perto do chão? Eu nunca quis.
Eu vou lá quando é necessário, mas voar ou navegar é preciso. Viver? Não é tão preciso assim.
"Um pouco mais não é demais. A não ser, solidão.
O que uma boca tem que outra não tem. E morrem sem se encontrar."
Todo mundo sabe o que uma boca tem que outra não tem.
"Acreditar em amor sem amar ninguém.
Nas coisas que tocam e não se podem ver, mesmo que a vida caminhe sem saber aonde ir"
Acreditar no que não se vê é melhor do que não acreditar no que se vê.
"Mais um minuto e ela se joga de vez.
Breve luz Ton sur ton.
Voar bem alto sem os olhos abrir pra ficar longe do chão"
A luz ton sur ton, o degradê, o fim do arco-íris..
O reflexo da luz através da água, a vida ou a morte congelada em um momento de paz e beleza.
Poderia ser mas nunca foi relacionado à morte física, mas a do sonho para que outro renasça. O se jogar de vez em algo novo, no desconhecido.
Play para ouvir, se vc chegou até aqui....
Pedra:
Xando Zupo - Guitarra/Vocal
Rodrigo Hid - Guitarra/Vocal
Luiz Domingues - Baixo
Ivan Scartezini - Bateria
Xando Zupo - 2016:
Fernando Janson - Vocal
Ricardo Alpendre - Vocal
Marcião Gonçalves - Baixo
Ivan Scartezini - Bateria
Xando Zupo - Guitarra
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
2015
Um 2015 suave e cheio de saúde e paz a todos.
À mim espero um 2015 de verdade, o que tem sido minha maior busca.
Sei que vou encontrá-la entre as notas da guitarra e as pessoas que amam sinceramente.
Que o resto fique nas lembranças do passado.
Saudades para as boas, esquecimento para as más.
E que se faça um novo presente pois felicidade é um estado mutante.
Bj e abs a todos do bem.
À mim espero um 2015 de verdade, o que tem sido minha maior busca.
Sei que vou encontrá-la entre as notas da guitarra e as pessoas que amam sinceramente.
Que o resto fique nas lembranças do passado.
Saudades para as boas, esquecimento para as más.
E que se faça um novo presente pois felicidade é um estado mutante.
Bj e abs a todos do bem.
sábado, 27 de dezembro de 2014
Faixa a Faixa nº 6 - Reflexo Inverso
Faixa a faixa são posts onde falo um pouco das músicas que fiz na estrada. As mais queridas, as mais difíceis, as mais inspiradas...enfim as minhas mais mais, para quem quer saber um pouco mais e passa por aqui. Vou escrevendo conforme bater vontade...
Ao lado direito do site, nos "Marcadores" Faixa a Faixa, aparecem todos os postados. Só clicar e ver.
*Raramente falo aqui dos arranjos porque música é a expressão mais pura dos nossos sentimentos.
A música, pelo menos como as componho, não carecem do lado racional como a palavra necessita. Música é para se ouvir e sentir, não quero falar sobre isso. Sobre acordes ou teoria.
Já as letras possuem seu lado racional, condutor à emoção e são o tema principal dessas linhas que escrevo a quem possa interessar.
bjs e abs
Reflexo Inverso (Zupo/Hid)
Lançada originalmente no álbum Pedra (2006)
Reflexo Inverso é uma música minha e do parceiro Rodrigo Hid, que preenchi com a letra e idéias abaixo.
"Se você fosse compreendido, como você diz, completamente, então não haveria nenhum outro sentido para a compreensão, daí a necessidade do pecado. "Perceba, que se o mundo todo fosse verde não haveria a cor verde. Da mesma forma, os homens não podem saber o que é estar juntos sem ao mesmo tempo saber o que é a separação. Se todo o mundo fosse amor, então como poderia existir o amor?"
*Trecho de carta de Allen Ginsberg para Jack Kerouac
Uma vez após um show do Pedra no Centro Cultural São Paulo fui abordado no bar da frente (onde se bebe e encontra os amigos após os shows na sala) e perguntado de onde havia surgido a inspiração para o Reflexo Inverso. Isso foi na época do lançamento do disco em 2006. Hoje, dezembro de 2014 colo aqui esse trecho retirado do livro As Cartas (correspondencias trocadas por Jack Kerouac e Allen Ginsberg) e o tomo como uma referência tardia (para a faixa) mas bastante justa aos contrastes, a essência do que me inspirou a escrever Reflexo Inverso, os contrastes.
A busca do outro lado, do avesso de nós, Ying e Yang, nosso estado insano, o beliscão não para acordar mas a dôr, o último ou o primeiro estágio do desespero.
Aquele exato momento em que nos olhamos no espelho em busca de nós, de olhar nos próprios olhos, de buscar socorro. Não é o momento de cura. É de dôr.
"No reflexo inverso o que é triste e frio não sai. Um disfarce uma imagem, igual mas sempre em algum outro lugar. Por esse espelho eu me vejo e não reconheço o que não gosto de olhar. As vezes me perco sem saber pra onde olhar. As vezes me perco sem sair do lugar.
Pra sempre vai, sempre vai ser você."
Soa como uma maldição. Nada mais aterrorizante do que um ser estático, imutável durante uma vida inteira. Não há pesadelo maior que a inércia. Poucas coisas me irritam mais que a presunção do "saber". É a busca. É a busca, porra!
Quem nunca quis atravessar o espelho ?
Reflexo Inverso - ( Zupo / Hid )
Não vai parar de olhar pra esse espelho ?
Esperando o que o reflexo inverso pode proporcionar.
Fantasiando um efeito.
Dissimulando o que acontece desse lado de cá.
Choros, beijos, segredos do quarto ao acaso,
ao inverso, igual mas sempre em algum outro lugar.
Em algum outro lugar.
Não quer parar, relembrar o que é feito.
No relexo inverso o que é triste e frio, não sai.
Veste a capa de herói ou vilão, que é um disfarce, uma imagem,
igual mas sempre em algum outro lugar.
Em algum outro lugar.
Pelo que quer que esses olhos procurem.
E ainda que o sim vire não.
Mesmo que esqueça o refrão, da sua canção.
Pra sempre vai, sempre vai ser você.
Mas sempre vai, sempre vai ser você.
Pelo que quer que esses olhos procurem.
E ainda que o sim vire não.
Mesmo que esqueça o refrão, da sua canção.
Por esse espelho eu me vejo e não reconheço o que não
gosto de olhar.
Quebra o espelho ! Traz pra fora o que falta e te faz ir buscar.
Voyeur de mim mesmo. Um lance tão surreal, distorção ao extremo.
Quebra o espelho ! Traz pra fora o que falta e te faz ir.
E, vai !
Às vezes me perco sem saber pra onde olhar.
Às vezes me perco sem sair do lugar.
Pedra:
Xando Zupo - Guitarra/Vocal
Rodrigo Hid - Guitarra/Vocal
Luiz Domingues - Baixo
Ivan Scartezini - Bateria
Ao lado direito do site, nos "Marcadores" Faixa a Faixa, aparecem todos os postados. Só clicar e ver.
*Raramente falo aqui dos arranjos porque música é a expressão mais pura dos nossos sentimentos.
A música, pelo menos como as componho, não carecem do lado racional como a palavra necessita. Música é para se ouvir e sentir, não quero falar sobre isso. Sobre acordes ou teoria.
Já as letras possuem seu lado racional, condutor à emoção e são o tema principal dessas linhas que escrevo a quem possa interessar.
bjs e abs
Reflexo Inverso (Zupo/Hid)
Lançada originalmente no álbum Pedra (2006)
"Se você fosse compreendido, como você diz, completamente, então não haveria nenhum outro sentido para a compreensão, daí a necessidade do pecado. "Perceba, que se o mundo todo fosse verde não haveria a cor verde. Da mesma forma, os homens não podem saber o que é estar juntos sem ao mesmo tempo saber o que é a separação. Se todo o mundo fosse amor, então como poderia existir o amor?"
*Trecho de carta de Allen Ginsberg para Jack Kerouac
Uma vez após um show do Pedra no Centro Cultural São Paulo fui abordado no bar da frente (onde se bebe e encontra os amigos após os shows na sala) e perguntado de onde havia surgido a inspiração para o Reflexo Inverso. Isso foi na época do lançamento do disco em 2006. Hoje, dezembro de 2014 colo aqui esse trecho retirado do livro As Cartas (correspondencias trocadas por Jack Kerouac e Allen Ginsberg) e o tomo como uma referência tardia (para a faixa) mas bastante justa aos contrastes, a essência do que me inspirou a escrever Reflexo Inverso, os contrastes.
A busca do outro lado, do avesso de nós, Ying e Yang, nosso estado insano, o beliscão não para acordar mas a dôr, o último ou o primeiro estágio do desespero.
Aquele exato momento em que nos olhamos no espelho em busca de nós, de olhar nos próprios olhos, de buscar socorro. Não é o momento de cura. É de dôr.
"No reflexo inverso o que é triste e frio não sai. Um disfarce uma imagem, igual mas sempre em algum outro lugar. Por esse espelho eu me vejo e não reconheço o que não gosto de olhar. As vezes me perco sem saber pra onde olhar. As vezes me perco sem sair do lugar.
Pra sempre vai, sempre vai ser você."
Soa como uma maldição. Nada mais aterrorizante do que um ser estático, imutável durante uma vida inteira. Não há pesadelo maior que a inércia. Poucas coisas me irritam mais que a presunção do "saber". É a busca. É a busca, porra!
Quem nunca quis atravessar o espelho ?
Reflexo Inverso - ( Zupo / Hid )
Não vai parar de olhar pra esse espelho ?
Esperando o que o reflexo inverso pode proporcionar.
Fantasiando um efeito.
Dissimulando o que acontece desse lado de cá.
Choros, beijos, segredos do quarto ao acaso,
ao inverso, igual mas sempre em algum outro lugar.
Em algum outro lugar.
Não quer parar, relembrar o que é feito.
No relexo inverso o que é triste e frio, não sai.
Veste a capa de herói ou vilão, que é um disfarce, uma imagem,
igual mas sempre em algum outro lugar.
Em algum outro lugar.
Pelo que quer que esses olhos procurem.
E ainda que o sim vire não.
Mesmo que esqueça o refrão, da sua canção.
Pra sempre vai, sempre vai ser você.
Mas sempre vai, sempre vai ser você.
Pelo que quer que esses olhos procurem.
E ainda que o sim vire não.
Mesmo que esqueça o refrão, da sua canção.
Por esse espelho eu me vejo e não reconheço o que não
gosto de olhar.
Quebra o espelho ! Traz pra fora o que falta e te faz ir buscar.
Voyeur de mim mesmo. Um lance tão surreal, distorção ao extremo.
Quebra o espelho ! Traz pra fora o que falta e te faz ir.
E, vai !
Às vezes me perco sem saber pra onde olhar.
Às vezes me perco sem sair do lugar.
Pedra:
Xando Zupo - Guitarra/Vocal
Rodrigo Hid - Guitarra/Vocal
Luiz Domingues - Baixo
Ivan Scartezini - Bateria
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Faixa a Faixa nº5 - Livre como você
Faixa a faixa são posts onde falo um pouco das músicas que fiz na estrada. As mais queridas, as mais difíceis, as mais inspiradas...enfim as minhas mais mais, para quem quer saber um pouco mais e passa por aqui. Vou escrevendo conforme bater vontade...
Ao lado direito do site, nos "Marcadores" Faixa a Faixa, aparecem todos os postados. Só clicar e ver.
Livre como você (Zupo)
Lançada originalmente no álbum Xando Zupo Z Sides (2003)
Livre como você é a faixa de abertura do álbum I Got My Own World to Live que lancei na internet em 2003. Aqui um pouco da história do álbum http://www.xandozupo.com.br/2010/11/velhas-cancoes-pte-2.html
Nessa faixa tive a companhia dos amigos da Patrulha do Espaço, Rolando Castello Jr, Luiz Domingues, Marcello Schevano e Rodrigo Hid que gentilmente me acompanharam nessa gravação.
O que começou em 2001 quando compus a música, finalizou-se em 2003 sendo um desabafo, reflexão, homenagem, lamento, enfim.... à passagem da minha mãe para outras paragens fora do planetinha azul, quando escrevi a letra.
Escrever letras é um eterno estado de atenção. É prestar atenção a todo movimento, à tristeza ou alegria dos amigos, aos olhos do meu cachorro, a vida, a morte, aos humores, ao trânsito, aos cartões postais.... E foi em um cartão de fim de ano da Mauro Salles propaganda que trouxe o título e a parte final da letra dessa música. Um cartão de fim de ano gigantesco em forma de pôster onde cada um dos funcionários da empresa fez um desenho e uma mensagem de natal e réveillon. Lá estava o desenho que minha mãe fez de uma pomba branca que rasgava as amarras da cruz e abandonava a crucificação, com a mensagem: "A paz de um Deus liberto, livre como você ! Feliz 1981 (Francis Vargas). Não sei se ainda encontro esse cartão por aqui, acredito que sim e se o achar posto aqui no futuro. Os posts são sempre realimentados por aqui.
Enfim.... esse cartão e a dor da perda totalmente repentina, de um dia para o outro, não só da mãe mas da amiga de balada, de shows e quem a conheceu sabe que ela não era uma mãe na acepção corriqueira da palavra, fizeram a letra nascer.
"E se amanhã o teu sol não raiar ? E se disserem não ? Isso acontece irmão.
Se a balada de repente acabou sem o sonho que você planejou e se a essência do que era ideal já não toca mais o seu coração.
E se pudesse gritar pra que o mundo te ouvisse ?
E se souber a palavra que é mágica e que põe fim ?
Keep cool, man ! Teu som deve estar legal.
Keep cool, man ! Minha patrulha é espacial.
Cê tá na estrada e som e sol é sempre a minha cara
E se pudesse gritar pra que o mundo te ouvisse ?
E se souber a palavra que é mágica e que põe fim ?
E se pudesse gritar ?
Não deixa a estrada te perder meu amigo. Não deixa a alma envelhecer.
A vida é sonho e eu tô sempre contigo.
A paz de um Deus liberto, livre como você !
E som, e Sol, e som, e sol, e som, e sol....
Encerrando a música, e lembro que a interpretação do Rodrigo Hid parecia já ter arrancado todas as lágrimas possíveis minhas no estúdio, recortei a frase dita por ela /"Do fundão do coração pra você, hein bicho ?! E vai fundo com a vida, tá ?!"/ em uma fita k7 onde ela havia gravado várias crônicas e poemas 22 anos antes de partir.
A mixagem mais difícil da minha vida mas acredito que o final de música mais esperançoso que escrevi na vida e esperança é tudo o que temos, não ?
Um agradecimento especial ao Rodrigo Hid (Oliva) por emprestar a voz magnificamente para uma faixa que eu jamais conseguiria cantar.
Ao lado direito do site, nos "Marcadores" Faixa a Faixa, aparecem todos os postados. Só clicar e ver.
Livre como você (Zupo)
Lançada originalmente no álbum Xando Zupo Z Sides (2003)
Livre como você é a faixa de abertura do álbum I Got My Own World to Live que lancei na internet em 2003. Aqui um pouco da história do álbum http://www.xandozupo.com.br/2010/11/velhas-cancoes-pte-2.html
Nessa faixa tive a companhia dos amigos da Patrulha do Espaço, Rolando Castello Jr, Luiz Domingues, Marcello Schevano e Rodrigo Hid que gentilmente me acompanharam nessa gravação.
O que começou em 2001 quando compus a música, finalizou-se em 2003 sendo um desabafo, reflexão, homenagem, lamento, enfim.... à passagem da minha mãe para outras paragens fora do planetinha azul, quando escrevi a letra.
Escrever letras é um eterno estado de atenção. É prestar atenção a todo movimento, à tristeza ou alegria dos amigos, aos olhos do meu cachorro, a vida, a morte, aos humores, ao trânsito, aos cartões postais.... E foi em um cartão de fim de ano da Mauro Salles propaganda que trouxe o título e a parte final da letra dessa música. Um cartão de fim de ano gigantesco em forma de pôster onde cada um dos funcionários da empresa fez um desenho e uma mensagem de natal e réveillon. Lá estava o desenho que minha mãe fez de uma pomba branca que rasgava as amarras da cruz e abandonava a crucificação, com a mensagem: "A paz de um Deus liberto, livre como você ! Feliz 1981 (Francis Vargas). Não sei se ainda encontro esse cartão por aqui, acredito que sim e se o achar posto aqui no futuro. Os posts são sempre realimentados por aqui.
Enfim.... esse cartão e a dor da perda totalmente repentina, de um dia para o outro, não só da mãe mas da amiga de balada, de shows e quem a conheceu sabe que ela não era uma mãe na acepção corriqueira da palavra, fizeram a letra nascer.
"E se amanhã o teu sol não raiar ? E se disserem não ? Isso acontece irmão.
Se a balada de repente acabou sem o sonho que você planejou e se a essência do que era ideal já não toca mais o seu coração.
E se pudesse gritar pra que o mundo te ouvisse ?
E se souber a palavra que é mágica e que põe fim ?
Keep cool, man ! Teu som deve estar legal.
Keep cool, man ! Minha patrulha é espacial.
Cê tá na estrada e som e sol é sempre a minha cara
E se pudesse gritar pra que o mundo te ouvisse ?
E se souber a palavra que é mágica e que põe fim ?
E se pudesse gritar ?
Não deixa a estrada te perder meu amigo. Não deixa a alma envelhecer.
A vida é sonho e eu tô sempre contigo.
A paz de um Deus liberto, livre como você !
E som, e Sol, e som, e sol, e som, e sol....
Encerrando a música, e lembro que a interpretação do Rodrigo Hid parecia já ter arrancado todas as lágrimas possíveis minhas no estúdio, recortei a frase dita por ela /"Do fundão do coração pra você, hein bicho ?! E vai fundo com a vida, tá ?!"/ em uma fita k7 onde ela havia gravado várias crônicas e poemas 22 anos antes de partir.
A mixagem mais difícil da minha vida mas acredito que o final de música mais esperançoso que escrevi na vida e esperança é tudo o que temos, não ?
Um agradecimento especial ao Rodrigo Hid (Oliva) por emprestar a voz magnificamente para uma faixa que eu jamais conseguiria cantar.
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